Congresso da CGTP-IN<br> com prioridade à luta
Amanhã e sábado realiza-se em Lisboa o 12.º Congresso da CGTP-IN, num contexto de intensa luta dos trabalhadores, nos últimos meses, em que nos sindicatos, federações e uniões também decorreu o debate preparatório da reunião magna da central. Desenvolvendo o lema «Portugal desenvolvido e soberano – Trabalho com direitos», o projecto de Programa de Acção afirma como prioridade do movimento sindical unitário «prosseguir e intensificar a luta contra esta política, pelo trabalho com direitos».
A central definiu e leva à prática orientações para renovação dos quadros
O projecto foi discutido na estrutura e a proposta final será apreciada e votada pelos delegados, transformando-se em programa de acção para o próximo quadriénio. Foi publicada uma síntese do documento-base do congresso, para uma mais ampla divulgação das matérias em discussão. São «orientações e propostas que têm em vista concretizar o lema e tornar a CGTP-IN mais forte e interventiva». Aí se reafirma que o congresso «assume os princípios, objectivos programáticos e regras estatutárias do nosso projecto sindical, construído e desenvolvido com os trabalhadores, numa interpretação colectiva, trabalhada pelo conjunto das organizações sindicais e pelo seus milhares de quadros e activistas, num tempo de luta necessária e de renovação e rejuvenescimento».
Em pleno período preparatório do congresso, foram realizadas grandes lutas, com destaque para a greve geral de 24 de Novembro, e inúmeras batalhas a nível de empresas, sectores e regiões. Uma exigência acrescida de intensificação do esclarecimento e da luta resulta das consequências do «acordo» na Concertação Social, que está já a servir para uma ampla campanha ideológica e que visa criar condições para um forte agravamento da exploração. Do congresso deverá sair um firme apelo de resistência a estes objectivos e de mobilização para a manifestação nacional de 11 de Fevereiro.
A recepção aos delegados, no Centro de Congressos de Lisboa (na Junqueira) inicia-se amanhã, sexta-feira, às 8.30 horas e a abertura dos trabalhos ocorrerá uma hora depois. A sessão de abertura terá lugar a partir das 12 horas, com um momento cultural, seguindo-se a intervenção do secretário-geral da CGTP-IN. Manuel Carvalho da Silva apresentará o Relatório de Actividades e orientações para a actividade sindical futura.
Ainda na sexta-feira, pouco depois das 19.30 horas, terá lugar a eleição do Conselho Nacional da CGTP-IN. Cerca das 22 horas, deverá ser feita a proclamação dos resultados da eleição. O órgão dirigente deverá reunir de seguida, para eleger a Comissão Executiva, o Secretariado e o secretário-geral. É esperada uma significativa renovação na composição dos órgãos, de acordo com os critérios definidos pela central desde o 10.º Congresso, em 2004.
Durante esta quinta-feira, à tarde, no Centro de Congressos, tem lugar uma conferência sindical internacional, na qual participam os mais de 110 sindicalistas, representando 79 centrais sindicais de mais de 48 países, que antecipam a chegada para a reunião magna da CGTP-IN. Sob o tema «A crise internacional, impactos no emprego e nos direitos laborais e sociais, resposta sindical», a conferência decorre a partir das 14.30 e tem encerramento previsto para as 20 horas.
No sábado, dia 28, os trabalhos do congresso iniciam-se às nove horas. A sessão de encerramento está marcada para as 19 horas, com apresentação do Conselho Nacional eleito e intervenção final.
Mobilização total para dia 11
Todos os esforços estão a ser dirigidos para uma grande campanha de esclarecimento e mobilização das trabalhadoras e dos trabalhadores de todo o País, com vista a garantir uma muito forte participação na manifestação nacional que a CGTP-IN convocou para dia 11 de Fevereiro, sábado, às 15 horas, em Lisboa .
Estão previstas concentrações prévias em quatro locais, consoante os distritos de proveniência dos manifestantes:
- Restauradores: distrito de Lisboa
- Martim Moniz: Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro
- Cais do Sodré: distrito de Setúbal
- Santa Apolónia: Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.
O ponto de encontro será o Terreiro do Paço, que se tornará Terreiro do Povo e da Luta